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	<title>Tangerina &#187; Exames do 1º Ciclo</title>
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	<description>Jardim-de-Infância - 1º Ciclo - Act. extra curriculares</description>
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		<title>Exames de 1.º ciclo e a &#8220;erecção da inteligência&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 01:45:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exames de 4º ano – o regresso ao passado]]></category>
		<category><![CDATA[Exames do 1º Ciclo]]></category>
		<category><![CDATA[1º ciclo]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color: #800000;"><strong>Exames de 1.º ciclo e a &#8220;erecção da inteligência&#8221;</strong></span></h2>
<h3><span style="color: #800000;">Uma paranóia que o Estado Novo não levou tão longe</span></h3>
<h3><em>por </em><strong>André Escórcio</strong></h3>
<p>Falta, na expressão de Rubem Alves, uma &#8220;erecção da inteligência&#8221; a todos os níveis! Querem, à força, como se fosse possível, meter &#8220;o mundo embrionário de amanhã nos cubículos convencionais de ontem&#8221;, avisou A. Toffler há quase 30 anos! &#8220;Velhas maneiras de pensar, velhas fórmulas, (…) por muito queridos ou úteis que tenham sido no passado, já não se coadunam com os factos&#8221;. Falta-lhes, por isso, uma &#8220;erecção da inteligência&#8221; e, porque lhes falta, conduzem o sistema educativo, agarrados a um passado de rotinas. Ideologicamente, acreditam. Pelo que vou pesquisando de investigadores e pensadores livres, expurgando o que me parece menos sustentável, os exames nacionais do 1º ciclo, marcados para os dias 7 e 10 de Maio, testemunham a ignorância de quem decide e de quem os aceita. Ora, o ensino básico visa isso mesmo, o alicerce, o lastro consistente sobre o qual deverão ser edificados os pilares do &#8220;conhecimento poderoso&#8221;, conceito de Michael Young e que se refere &#8220;ao que o conhecimento pode fornecer e operar mais tarde&#8221;. Quanto mais frágil o alicerce, piores os resultados futuros, porque o alicerce dos exames não suporta os pilares onde assentarão os andares superiores. Até no plano da economia o assunto está estudado. James Heckman, Nobel no ano 2000, estudou o que significa no futuro cada euro investido nas idades mais jovens. É, por isso, que a mais notável e insubstituível acção do professor do primeiro ciclo é a de ensinar a ver, reforça o pedagogo Rubem Alves. Daí que, nessa etapa da descoberta deverão prevalecer as perguntas das crianças e não as respostas que os adultos entendem que ela deve dar nos exames. Mas esse inesgotável mundo dos porquês, sublinho, implica, obviamente, um novo sentido organizacional do sistema e da escola e uma clara diferenciação pedagógica que parta em direcção à qualidade e ao sucesso, por oposição ao actual quadro de insucesso e abandono. O Professor João Formosinho é claro: &#8220;é importante que haja ilhas de diferença no sistema educativo&#8221; o que supõe a existência, também, de uma real autonomia pedagógica nas escolas e não de uma mitigada. Adiante.</p>
<p>Um recente texto do Professor José Pacheco (A Página da Educação) traz à colação a conceituada revista Science que dedica um estudo sob título: &#8220;A Educação não é uma corrida&#8221;. Deborah Stipek, docente da Faculdade de Educação da Universidade de Stanford, trabalhou o seu estudo ao longo de 35 anos. A autora denuncia o facto de os jovens serem treinados para obterem bons desempenhos em testes e afirma que é aberrante uma educação centrada em resultados mensuráveis e em rankings. E acrescenta que a preparação para exames sufoca a formação de uma personalidade madura e equilibrada. A investigadora  sublinha o facto de o sistema de exames produzir especialistas em provas, prejudicando vidas que poderiam ser promissoras. &#8220;O sistema actual baseado no desempenho em testes, pode prejudicar muito a formação de grandes pensadores. Esta forma de ensino promove um verdadeiro extermínio de grandes mentes. A maneira como a educação é organizada na actualidade faz com que potenciais  vencedores do Prémio Nobel sejam perdidos mesmo antes da educação básica, já que o modelo de ensino massacra qualquer outro interesse que não seja o cobrado nos exames&#8221;. Concordo.</p>
<p>Dei-me, entretanto, à maçada de ler as 95 páginas, os três capítulos, os 63 itens, afora dezenas de alíneas e anexos da Norma 02/2013 do Júri Nacional de Exames (JNE). Uma paranoia que o Estado Novo não levou tão longe. Deduzo que esta gente não sabe o que anda a fazer. Só lendo! O texto, que engloba o 1º ciclo, resulta de uma abstrusa e retrógrada concepção do que deveria ser uma avaliação de base contínua. Trata-se do melhor caminho para o insucesso e abandono, não o da descoberta e o da formação com rigor científico, de qualidade e excelência. Tenho aqui, à minha frente, um texto da Drª Isabel Baptista, da Universidade Católica Portuguesa. Leio: &#8220;(…) A Escola é vida com tempo para pensar a vida, lugar de muitos encontros e de muitos começos. Lugar para aprender a sentir o mundo num despertar de fomes novas que nenhum visível sacia. Lugar onde nos preocupamos, e ocupamos, com os outros. É com este lugar de aprendizagem, de humanismo e de cultura, que nos identificamos e a partir do qual faz sentido estabelecer plataformas de confiança e de compromisso com outros actores&#8221;. De &#8220;humanismo e cultura&#8221;. Exacto, como resume o Professor José Niza &#8220;(…) a escola não pode ser uma caixa fechada fora do mundo. Muito menos uma caixa fechada fora da cultura (&#8230;) &#8220;é preciso pôr a cultura nas mãos das crianças&#8221; e isso não passa por exames.</p>
<p>Saberão, o ministro e o secretário regional, o que isto significa? A eles, sim, submetia-os a um rigoroso exame multidimensional, com todas as normas do JNE, para percebermos o que leram e o que sabem, se os exames se destinam a avaliar as crianças ou os professores, mas também para percebermos o que fazem, a montante do sistema, relativamente às assimetrias e dramas sociais e culturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><input name="" type="button" value="VER MAIS" /></center></p>
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