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	<title>Tangerina &#187; Autoridade e Disciplina</title>
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	<description>Jardim-de-Infância - 1º Ciclo - Act. extra curriculares</description>
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		<title>Um dia, isto tinha de acontecer</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 16:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tangerina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autoridade e Disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[Um dia...tinha de acontecer]]></category>
		<category><![CDATA[geração; rasca]]></category>
		<category><![CDATA[Um dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color: #800000;"><strong>UM DIA,<br />
ISTO TINHA DE ACONTECER</strong></span></h2>
<h3><em>por </em><strong>Mia Couto</strong></h3>
<p>Existe uma geração à rasca?<br />
Existe mais do que uma! Certamente!<br />
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.<br />
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.<br />
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.<br />
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.<br />
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.<br />
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos&#8230;), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.<br />
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.<br />
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego&#8230; A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.<br />
Foi então que os pais ficaram à rasca.</p>
<p><span style="color: #800000;">Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.</span></p>
<p>Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.</p>
<p><span style="color: #000000;">São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.</span></p>
<p>São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer &#8220;não&#8221;. É um &#8220;não&#8221; que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!<br />
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.<br />
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.<br />
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.</p>
<p><span style="color: #800000;">Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.</span></p>
<p>Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.<br />
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.</p>
<p><span style="color: #000000;">Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.<br />
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.</span></p>
<p>Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.</strong></span></p>
<p>Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.<br />
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?<br />
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!<br />
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).<br />
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.<br />
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos &#8211; e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas &#8211; ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!<br />
Novos e velhos, todos estamos à rasca.<br />
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.</p>
<p><span style="color: #000000;">Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.<br />
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.</span></p>
<p>Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.<br />
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">[end]</span></p>
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		<title>A Professora é brava</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Nov 2010 17:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Professora é brava]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[brava]]></category>
		<category><![CDATA[ensino público]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente a nova professora da minha filha mais velha, mas já gosto dela por antecipação. Três dias depois de ter entrado para a primária, a Carolina declarou solenemente: "A minha professora é brava".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-size: x-small;"><em>&#8220;Chega uma fase na vida em que as crianças têm de perceber o que significa a disciplina, o esforço, a organização, o silêncio, o saber estar numa sala de aula, e toda uma vasta parafernália de actividades que não são tão agradáveis como comer Calippos de morango ou gerir o guarda-roupa das Pollys.&#8221;</em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<div><span style="font-size: small;"><em><strong>Por: João Miguel Tavares, Jornalista</strong></em></span></div>
<p><span style="font-size: small;">Eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente a nova professora da minha filha mais velha, mas já gosto dela por antecipação. Três dias depois de ter entrado para a primária, a Carolina declarou solenemente: &#8220;A minha professora é brava&#8221;. Brava?!?, perguntei eu. &#8220;Sim, brava. Ela não me deixa espreguiçar, ela não me deixa bochechar [a Carolina queria dizer ‘bocejar’], ela não me deixa beber água [a Carolina queria dizer ‘ela não me deixa interromper a aula para fazer o que me apetece’]. É muito brava&#8221;.</span></p>
<p>Eu, que estava com algum receio de colocar a Carolina no ensino público, respirei de alívio. &#8220;Ufa, parece que lhe saiu a professora certa&#8221;, comentei com a minha excelentíssima esposa. Receava que lhe tivesse calhado alguém que falasse com ela como a ministra Isabel Alçada falou connosco no famoso vídeo de início do ano lectivo: como se o nosso cérebro estivesse morto e todo o acto de aprendizagem tivesse de ser um desmesurado prazer.</p>
<p>A Carolina vinha de um infantário fantástico, que tem feito maravilhas pelos nossos filhos, mas onde era mais mimada do que o menino Jesus no presépio. Ora, chega uma fase na vida em que as crianças têm de perceber o que significa a disciplina, o esforço, a organização, o silêncio, o saber estar numa sala de aula, e toda uma vasta parafernália de actividades que não são tão agradáveis como comer Calippos de morango ou gerir o guarda-roupa das Pollys – mas que ainda assim são essenciais para viver em sociedade.</p>
<p>A minha filha está na idade certa para aprender que tem a obrigação de gastar 20 minutos diários a fazer o trabalho de casa. Para perceber que uma irmã mais velha tem mais privilégios mas também mais deveres do que os seus irmãos. Para compreender que com muito poder vem muita responsabilidade (sábias palavras do tio do Homem-Aranha). É essencial que estes valores – que atribuem o devido mérito à liberdade e ao esforço individual – estejam alinhados entre a casa e a escola.</p>
<p>Isso nem sempre acontece. A nossa escola passou num piscar de olhos da palmada no rabo à palmadinha nas costas. Ninguém tem saudades da palmatória, mas quando perguntam aos pais o que eles mais desejam para a escola dos seus filhos, a resposta costuma ser esta: regras claras e maior exigência. Os professores bravos fazem muita falta. Hoje a Carolina protesta. Amanhã irá agradecer-lhe.</p>
<div><span style="color: #800000;"><span style="font-size: x-small;"><em><a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/joao-miguel-tavares/a-professora-e-brava">http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/joao-miguel-tavares/a-professora-e-brava</a># </em></span></span></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;Educar também é dizer não!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 23:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tangerina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educar também é dizer não!]]></category>
		<category><![CDATA[é dizer não]]></category>
		<category><![CDATA[educar]]></category>
		<category><![CDATA[Laborinho]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcio]]></category>

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		<description><![CDATA[São francamente difíceis estes tempos em que nos é confiada a educação de crianças que irão viver o apogeu das suas vidas por volta do ano 2050. É um pouco assustador quando pensamos nestes termos!
Com as mudanças tão brutais dos últimos tempos, não temos qualquer hipótese de imaginar o que será e como será esse mundo em que irão viver. Resta-nos, então, debruçarmo-nos sobre o mundo em que vivem (e vivemos) hoje!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Nota de abertura à Palestra realizada pelo Dr. Laborinho Lúcio, sobre o tema “Educar também é dizer não!”</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><em>Nota de abertura à Palestra realizada pelo Dr. Laborinho Lúcio, sobre o tema <strong>“Educar também é dizer não!”</strong>, organizada pela Tangerina, realizada na Fundação Eng. António de Almeida, no dia 25 de Outubro de 2010. <span style="color: #808080;">Por</span></em><span style="color: #808080;"> Manuel Rangel</span></p>
<p style="text-align: justify;">São francamente difíceis estes tempos em que nos é confiada a educação de crianças que irão viver o apogeu das suas vidas por volta do ano 2050. É um pouco assustador quando pensamos nestes termos!<br />
Com as mudanças tão brutais dos últimos tempos, não temos qualquer hipótese de imaginar <strong>o que será</strong> e <strong>como será</strong> esse mundo em que irão viver. Resta-nos, então, debruçarmo-nos sobre o mundo em que vivem (e vivemos) hoje!</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito, de resto, que uma educação pensada, reflectida e verdadeira – aquilo a que chamaria uma educação sólida! &#8211; em qualquer época, é o sustentáculo bastante para a vida, seja qual for o tempo em que ela se vá viver! Mas não me quero adiantar, nem apressar a concluir!</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaria, antes, de começar por colocar algumas questões – aquelas que se nos colocam diariamente, que a toda a hora nos sobressaltam.</p>
<p style="text-align: justify;">Por profissão uns, por inerência da sua paternidade, outros, somos todos chamados a educar num mundo muito diferente já daquele em que fomos educados e em que vivemos grande parte das nossas vidas.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>O que mudou, então?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">As crianças actuais vivem:</p>
<p style="text-align: justify;">-  em famílias muito mais pequenas, muito menos numerosas &#8211; passou-se em poucos anos, em Portugal,  de uma média de 4 / 5 crianças por família (de filhos por casal) para qualquer coisa como 1,4 / 1,5 nos dias de hoje;<br />
- mas vivem também em núcleos familiares muito mais restritos – a ideia de família alargada é já rara; a proximidade e presença, outrora frequente, de avós, tios, primos começa a ser hoje uma raridade; aliás, tirando casos excepcionais, as crianças de hoje são também já netas de avós ambos com uma vida profissional fora de casa;<br />
- vivem, também, em famílias cada vez mais diferentes, menos uniformes – famílias monoparentais, famílias de pais separados, famílias com um dos elementos ausentes por períodos prolongados; crianças com mais do que uma casa-núcleo de família;<br />
- famílias e pais cada vez mais sobre ocupados – com horários prolongados, com múltiplos empregos, com vida social intensa;<br />
- crianças que, por necessidade de organização familiar, passam cada vez mais horas da sua vida na escola ou noutras instituições;<br />
- crianças entregues, em casa, também cada vez mais horas à Televisão – essa grande “ama universal”, como lhe chamou Liliane Lurçat, há mais de 20 anos; hoje prolongada por consolas, computadores e pela Internet;<br />
- crianças que vivem em espaços, frequentemente, até, de melhor qualidade, mas fisicamente cada vez mais limitados – as casas são escandalosamente caras e por isso também escandalosamente exíguas; os jardins, os pátios, os parques, as ruas, as cidades em que vivem cada vez mais perigosos;<br />
- crianças e famílias fortissimamente pressionadas por uma sociedade de consumo completamente desenfreada que, percebendo, nos últimos anos, a força e o poder das crianças no seio das famílias, para elas direccionou todas as suas baterias.</p>
<p style="text-align: justify;">E é por tudo isso que temos hoje, nas escolas, crianças ultra-desenvolvidas intelectualmente, hiper-estimuladas, com quantidades absolutamente fascinantes de informação, mas que, com frequência, aos 6/7 anos não sobem uma escada alternando os pés. Crianças que nos falam de dinossauros, anquilossauros, tiranossauros, que falam do Big-bang, de galáxias, dos aneis de Saturno, e no meio procuram a chupeta, a fraldinha ou o boneco de estimação.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos hoje crianças nas escolas que, para nossa inveja, aos 5/6 anos mexem, com todo o à-vontade, em comandos, em DVD&#8217;s, manipulam com excepcional destreza telemóveis, consolas e computadores, mas continuam a tomar biberão, não sabem apertar sapatos, não vestem um casaco ou despem uma camisa, não descascam uma peça de fruta, não conseguem separar na boca os caroços das cerejas&#8230; já para não falar, em separar as espinhas do peixe ou os ossos do frango&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Em artigo que publiquei, há uns tempos atrás, chamei-lhes a geração “Chicco” (passe a publicidade). Uma geração que queremos infalivelmente segura&#8230; a quem tentamos tirar todos os perigos e obstáculos da frente. Vasculhamos e preparamos tudo à sua volta para que não contactem com pregos, parafusos, farpas, ferrugem, objectos ponteagudos. Tratamos da sua alimentação para que não tenha couves, ossos, caroços, espinhas e, até, côdea no pão. Queremos, para eles, um mundo de plástico – totalmente polido, burilado, arredondado, almofadado! Um mundo sem quaisquer perigos nem sobressaltos!</p>
<p style="text-align: justify;">Como se tal fosse possível!!!&#8230;<br />
Pretendemos dar-lhes “rosas sem espinhos”, quando sabemos que esse não será o mundo em que viverão. Concluía, então, que procuramos hoje tirar-lhes todos os engulhos do caminho, esquecendo-nos que isso não durará para sempre! E quando chegar o momento em que temos de lhes pedir esforços e em que queremos que enfrentem, com coragem e eficácia, as dificuldades e obstáculos, verificamos, com grande espanto nosso (!!!), que para tal não estão preparados.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis-nos, pois, para mim, no cerne das questões que se colocam actualmente à educação dos nossos filhos/alunos:</p>
<h3><span style="color: #800000;"><strong>1. Democratizámos</strong>, </span>sem qualquer espécie de dúvida, a educação das gerações mais novas,</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>- mas</strong> será que os ensinamos a viver efectivamente de uma forma democrática? Será que eles conhecem e respeitam as regras fundadoras da democracia, na sua forma de estar e encarar os outros?</p>
<h3><span style="color: #800000;"><strong>2. Libertámos</strong>,</span> sem qualquer espécie de dúvida, a educação das nossas crianças, dando-lhes total liberdade de pensamento e de expresessão e todo o espaço de participação nas suas (e nossas) vidas,</h3>
<p style="text-align: justify;">- <strong>mas</strong> será que lhes ensinamos, do mesmo modo, os limites dessa própria liberdade? Será que os fazemos entender, claramente, a velha máxima de que a liberdade de cada um termina onde começa a dos outros, onde colide com a dos outros (onde nós, pais e professores, estamos incluídos)?</p>
<h3><span style="color: #800000;"><strong>3. Garantimos-lhes</strong>,</span> hoje, sobretudo no nosso tipo de sociedades, todos os seus direitos básicos,</h3>
<p style="text-align: justify;">- <strong>mas </strong>será que lhes exigimos, com igual firmeza, o cumprimento dos seus deveres perante o próximo, o grupo e a sociedade? Será que entendem que o cumprimento desses mesmos deveres é a única garantia sobre os seus próprios direitos?</p>
<p style="text-align: justify;">E a questão que aqui se coloca, o problema que está em causa, creio, não é só o dos valores nos quais formamos as novas gerações – os nossos alunos, os nossos filhos. A questão parece-me ir bastante mais longe.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>O que podemos estar a pôr em causa é a sua própria estruturação como pessoas, a formação da sua personalidade individual. É o seu desenvolvimento psicológico que pode ficar comprometido</strong>.</span></h3>
<p style="text-align: justify;">João dos Santos, um dos nossos mais notáveis pedagogos, pedopsiquiatras e psicanalistas, alertava-nos, já nos anos 70 do século passado, para <strong>a importância da frustração e da auto-repressão</strong> no crescimento e formação das crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizia ele, então, que “a criança precisa de ser frustrada para sentir que não pode possuir tudo e para poder pensar em vez de fazer; [precisa] de ser contrariada para sentir que há outros interesses além do seu (&#8230;)” <a href="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/wp-admin/post-new.php#_ftn1">[1]</a>. Acrescentava, num outro momento que “a criança que, por hipótese, fosse criada num espaço sem limites, morreria não só como pessoa mas também como ser físico. (…) A criança necessita de se reprimir porque apreende espontaneamente que não pode fazer tudo, não pode dizer tudo, não pode exprimir todas as suas emoções. Não pode porque precisa de organizar a sua vida interior, o seu mundo secreto, a sua filosofia, a sua forma particular de combater os medos e de dominar a ansiedade ou medo indefinido e sem objecto” e terminava dizendo: “(&#8230;) Não é necessário reprimir as crianças, é só necessário que as ajudem a reprimir-se. Para que elas sejam inteligentes e criativas.” <a href="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/wp-admin/post-new.php#_ftn2">[2]</a> &#8230; e equilibradas, acrescentaria eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, as próprias crianças têm clara consciência disso mesmo.<br />
Numa das nossas sessões de Filosofia com Crianças, realizada no final do ano passado, com o 4º ano, discutiu-se, precisamente, a partir do Livro dos Grandes Opostos Filosóficos, de Oscar Brenifier, o binómio Liberdade/ Necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A dada altura da conversa, e muito ao jeito das crianças, discutia-se sobre “o que seria melhor”: se a Liberdade ou a Necessidade. Uma das crianças, a A. M., já tinha dito que para ela seria melhor a necessidade “porque temos que ter alguém que nos controle”; então, uma outra, o H, acrescentou:</p>
<p style="text-align: justify;">- “Concordo com ambos, porque a liberdade é boa para fazermos o que nos apetece mas a necessidade também é boa porque, às vezes, precisamos de vigilância”.<br />
- “Também concordo, disse M, porque precisamos muito de ajuda.”<br />
- Mais radical, um dos G., diz mesmo:  “é melhor a necessidade porque temos que ter regras para conseguirmos viver todos juntos”.<br />
- O outro G. volta a sublinhar a importância das duas: “Sem liberdade não nos podemos expressar, mas sem necessidade também não faríamos a maior parte das coisas boas e o mundo estaria ainda pior.”<br />
- E A. conclui: “Ambas são importantes mas eu estou mais do lado da necessidade, porque se não cumprirmos as necessidades não temos liberdade.”</p>
<p style="text-align: justify;">É apenas um resumo da extraordinária conversa que se manteve, ao longo de mais de duas sessões sobre este tema, com as crianças. É fantástica a sua lucidez!</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecendo eles, por experiência própria, o mundo liberal em que vivem, estas afirmações assumem, do meu ponto de vista,  quase os contornos de um <strong>apelo</strong>. Eles talvez não gostem, sobretudo à partida, de ser contrariados; talvez até protestem, mas, no seu íntimo, entendem-nos muito bem. Sabem muito bem aquilo de que precisam.</p>
<p style="text-align: justify;">São, pois, estes, alguns dos nossos dilemas diários! E é, justamente, sobre estas questões, tão complexas quanto urgentes, que nos parece necessário reflectir e discutir em conjunto – Pais e Professores.</p>
<p style="text-align: justify;">E foi para nos ajudar a reflectir, sobre este assunto que convidamos, hoje, uma pessoa muito, muito especial para o fazer – o <strong>Dr. Laborinho Lúcio</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma pessoa à altura da dificuldade e urgência do problema</strong>:<br />
- pela sua extraordinária experiência pessoal e profissional;<br />
- pelo seu invulgar conhecimento destas questões;<br />
- pela amplitude invulgar, também, da sua cultura;<br />
- pelas suas inegualáveis qualidades humanas e pessoais.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao Dr. Laborinho Lúcio, estamos, pois, muito, muito gratos por ter aceite encaixar na sua preenchidíssima agenda, com tanta disponibilidade o convite que lhe fizemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Manuel Rangel</p>
<hr size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> João dos Santos, Ensaios sobre Educação I, A criança quem é?, 1982, p.16</p>
<p><a href="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a> João dos Santos, Ensaios sobre Educação II, O Falar das letras, 1983, pp.114-115</p>
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		<title>A Geração “Chicco”</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/10/a-geracao-%e2%80%9cchicco%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 12:08:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geração Chicco]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[Chicco]]></category>
		<category><![CDATA[Geração]]></category>

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		<description><![CDATA[Queremos, para as crianças, “escorregas” sem esquinas, pregos, parafusos ou farpas. Queremos jardins sem objectos pontiagudos, sem paus, sem pedras; queremos bancos de jardim sem rugosidades nem lascas; queremos redes e grades sem ferrugem; parques sem gravilha nem degraus, com pisos não abrasivos, com chão anti-derrapante; queremos mesas sem cantos, degraus sem esquinas, corrimões só boleados; janelas que não abram, portas que não fechem… Enfim, para ELES tudo seguro! Tudo sem perigos, sem riscos, sem obstáculos!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>por <span style="color: #808080;"><em>Manuel Rangel</em></span></h2>
<p><span style="color: #808080;"><em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><em>- Artigo Publicado na Revista 2 Pontos, nº 7, Outono 2007, p.50</em></span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos a formar aquilo a que chamo as “Gerações Chicco” (passe a publicidade).</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Queremos, para as crianças, “escorregas” sem esquinas, pregos, parafusos ou farpas. Queremos jardins sem objectos pontiagudos, sem paus, sem pedras; queremos bancos de jardim sem rugosidades nem lascas; queremos redes e grades sem ferrugem; parques sem gravilha nem degraus, com pisos não abrasivos, com chão anti-derrapante; queremos mesas sem cantos, degraus sem esquinas, corrimões só boleados; janelas que não abram, portas que não fechem… Enfim, para ELES tudo seguro! Tudo sem perigos, sem riscos, sem obstáculos!</p>
<p style="text-align: justify;">(Talvez seja por isso que tenho visto, ultimamente, tantas crianças de 6, 7 e 8 anos que descem e sobem escadas sem alternar os pés e com tanta dificuldade! – o que deveriam ter aprendido aos 3/4 anos.)</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não é só nisso que somos “cuidadosos” e “preocupados”!</p>
<p style="text-align: justify;">Quem não se lembra do anúncio recente sobre o pão sem cantos ou côdea? Um verdadeiro monumento – escandaloso, do meu modesto ponto de vista! – a este tipo de gerações que estamos a formar! Mas o problema, é que nós vamos embarcando nisso!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Fruta? Não!</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">- tem caroços, custa(-nos) a descascar, suja(-nos) tudo… e já há em plástico ou vidro pronta a beber – o “essencial”! E há sumos e papas! Peixe? É aquela coisa terrível com espinhas… uma preocupação! E para quê esse trabalho (deles/nosso?!) se há aquela massa em rolinhos que o emita tão bem (e o pão ralado ainda ajuda a disfarçar!). Sopa? Sim… mas passada, claro! &#8211; sucessora dos frasquinhos de tão boa carreira nos primeiros meses de vida! Agora couves, isso não! Enrolam-se na boca, prendem-se nos dentes! Até lhes dá vómitos! (E é verdade! Tenho apanhado dezenas de crianças nessa situação… com verdadeiros vómitos!). Carne? De preferência também passada!&#8230; Comem melhor! (E vão-se treinando para os <em>hamburgers!)</em> Ou muito disfarçada! De um bife sempre hão-de gostar, mais tarde! Batatas fritas, isso claro! Há aquelas de pacote ou em pasta para fritar!&#8230; De facto, só quase faltava o pão sem côdea!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas em casa, com os “espaços”, é a mesma preocupação! ELES em ‘primeiro lugar’! Um quarto para cada! Cada um pode ter as suas coisas, sem implicar (e sem termos que os ouvir a toda a hora)! Televisão? Pelo menos duas ou três em casa! Senão passam o tempo pegados (e nós a resolver os conflitos)! Livros? Cada qual tem os seus, senão é uma guerra… e é o mesmo com o computador e a <em>play-station</em>!&#8230; O quê, mais de dois filhos?!&#8230; Já assim é um sarilho no carro!&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Que tudo isto é feito a pensar no melhor para ELES, não tenho a menor dúvida! Mas não sei se é o melhor que lhes podemos ou devemos dar!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>“Rosas sem espinhos!”</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>– quando todos nós sabemos, tão bem e por experiência própria, que essas, só em estufas… e casos raros!</p>
<p style="text-align: justify;">Porque vai chegar o momento em que lhes vamos querer pedir esforço, em que queremos que enfrentem obstáculos, que encararem as dificuldades… e, nessa altura, “não percebemos porquê”… mas não estão habituados!</p>
<p style="text-align: justify;">No início de um mais um ano lectivo, que representa o regresso ao trabalho e deveria representar, para todos nós, o retomar do nosso melhor esforço… talvez valha a pena pensar no que andamos a fazer!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Devida Comédia</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/163/</link>
		<comments>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/163/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 May 2010 15:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tangerina</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Devida Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>

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		<description><![CDATA[A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc. e tal.
Enviado por uma "Mãe"... mais uma acha para a fogueira!...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color: #808080;"><span style="color: #000000;">por </span><em>Miguel Carvalho</em></span></h2>
<p>Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.</p>
<h2><strong><span style="color: #800000;">Criancinhas</span></strong></h2>
<p>A criancinha quer <em>Playstation</em>. A gente dá.<br />
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.<br />
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.<br />
A criancinha quer camisola adidas e ténis <em>nike</em>. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.<br />
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.<br />
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.</p>
<p>Entretanto, a criancinha cresce. <span style="color: #800000;"><span style="text-decoration: underline;">Faz-se projecto de homem ou mulher.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; padding-left: 60px;"><a href="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/http://www.tangerinaeducacao.pt/wp-content/uploads/2014/05/vida-sustentavel-021.jpg"><img class="wp-image-624 size-full" src="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/http://www.tangerinaeducacao.pt/wp-content/uploads/2014/05/vida-sustentavel-021.jpg" alt="" width="400" height="200" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Desperta!</strong></span></h1>
<p>É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.</p>
<p>A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.<br />
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc. e tal.</p>
<p>A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência<br />
meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em<br />
sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».<br />
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».</p>
<p>A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».</p>
<p>Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?<br />
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.</p>
<p>A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas.<br />
<span style="color: #800000;">A gente olha para o lado e ela <strong>incha.</strong></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Artigo publicado na revista<span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><em> VISÂO online</em></span></span></strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A importância de saber chegar a casa a horas</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/a-importancia-de-saber-chegar-a-casa-a-horas/</link>
		<comments>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/a-importancia-de-saber-chegar-a-casa-a-horas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 May 2010 15:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tangerina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chegar a casa a horas]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[chegar a casa; casa; horas; estar com filhos]]></category>

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		<description><![CDATA[E porque também de tempo, atenção e afecto se faz a disciplina... uma perspectiva realista e optimista do Prof. Mário Cordeiro.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;"><strong>A importância de saber chegar a casa a horas</strong></span></p>
<p><strong>Mário Cordeiro, pediatra, </strong>disse na semana passada numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.<br />
Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.<br />
Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.<br />
Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras.<br />
Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma.<br />
Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor.</p>
<p><em><strong>in Boletim de Julho da Acreditar</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Filósofo Fernando Savater</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/filosofo-fernando-savater/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 16:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Savater]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[indisciplina]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #800000;">Filósofo Fernando Savater: sobre a indisciplina</span></strong></p>
<p>Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro &#8216;Família e Escola: um espaço de convivência&#8217;, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8216;As crianças não encontram em casa a figura de autoridade&#8217;</em></span>, que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.</p>
<p>&#8216;As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa&#8217;, sublinhou.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Para Savater, os pais continuam &#8216;a não querer assumir qualquer autoridade&#8217;</span>, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos &#8216;seja alegre&#8217; e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.<br />
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, &#8216;são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os&#8217;, acusa..</p>
<p>&#8216;O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar&#8217;, sublinha.</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Há professores que são &#8216;vítimas nas mãos dos alunos&#8217;.</strong></em></span><br />
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que &#8216;ao pagar uma escola&#8217; deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão &#8216;psicologicamente esgotados&#8217; e que se transformam &#8216;em autênticas vítimas nas mãos dos alunos&#8217;.<br />
A liberdade, afirma, &#8216;exige uma componente de disciplina&#8217; que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.<br />
&#8216;A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara&#8217;, afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, &#8216;uma oportunidade e um privilégio&#8217;.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8216;Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina&#8217;</span>, frisa Fernando Savater.</em><br />
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que &#8216;têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos&#8217;.</p>
<p>&#8216;Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia&#8217;, afirmou.<br />
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que &#8216;mais vale dar uma palmada, no momento certo&#8217; do que permitir as situações que depois se criam.</p>
<p><strong>Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A opinão do pediatra Aldo Naouri</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/73/</link>
		<comments>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/73/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 May 2010 15:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aldo Naouri]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>

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		<description><![CDATA[Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #800000;">O regresso dos pais autoritários</span></strong><br />
Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Catarina Fonseca/ACTIVA 10 Fev. 2010</span></strong><br />
Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.<br />
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.</p>
<p>Para ler: &#8216;Educar os Filhos&#8217;, Aldo Naouri, Livros d&#8217;Hoje</p>
<p>Ler entrevista completa:<br />
<a href="http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?contentid=2E120A29-344F-4C04-8426-5596CD24E5E3&amp;channelid=D00EF62C-A1C6-4E01-BC43-5FFEB8969838" target="_blank"><span style="color: #3366ff;">http://activa.aeiou.pt</span></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Daniel Sampaio &#8211; Jornal i</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/entrevista-com-daniel-sampaio-jornal-i/</link>
		<comments>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/entrevista-com-daniel-sampaio-jornal-i/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 May 2010 04:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Sampaio]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[Bute Falar]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com Daniel Sampaio - Jornal i
Em "Vozes e Ruídos" defende que temos de usar a linguagem dos jovens e um capítulo chama-se "Bute Falar".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #800000;">Entrevista com Daniel Sampaio &#8211; Jornal i</span></strong></p>
<p>Em &#8220;Vozes e Ruídos&#8221; defende que temos de usar a linguagem dos jovens e um capítulo chama-se &#8220;Bute Falar&#8221;.</p>
<p>Sim&#8230; Isso em 93. Já não uso esse tipo de linguagem. Em 94, quando escrevi &#8220;Inventem-se Novos Pais&#8221;, era importante dizer aos pais &#8220;oiçam os adolescentes&#8221;. Em 2010, os adolescentes já têm a sua voz. O essencial é dizer &#8220;atenção, os pais precisam de ajuda e estão inseguros&#8221;. Há situações preocupantes, em que os adolescentes comandam a vida familiar. Houve muita permissividade.</p>
<p>Quando deixa de haver espaço para negociação e é preciso ser autoritário?</p>
<p>Uma família não é uma estrutura democrática tradicional. Há um momento em que é preciso decidir, e quem decide é o adulto. É fundamental que decida sobretudo nas questões de saúde e de segurança. Se um pai sabe que o filho frequenta um grupo onde há drogas, qualquer tipo de droga, deve proibir de forma clara. O adolescente pode desobedecer, mas vai fazê-lo com a proibição dos pais na cabeça. O grande problema das famílias é que os jovens não sabem se estão a transgredir, porque não há regras.</p>
<p>Que tipo de adultos serão?</p>
<p>Isto traz consequências a nível da frustração e a nível moral. A educação deve ter uma dimensão de frustração, que é &#8220;tu não podes ter tudo quanto queres&#8221;. Qualquer aprendizagem exige esforço. Não se deve desistir à mínima coisa. Aprendi isso com os meus pais, que não admitiam que faltássemos à escola, a não ser que estivéssemos mesmo doentes. Era o nosso dever. E depois é importante a chamada educação para os valores: aquilo que eu pai e eu mãe achamos que é importante para ti nesta família.</p>
<p>A conduta dos pais é responsável pela conduta dos filhos?</p>
<p>Não. Os pais são determinantes, mas não são os únicos responsáveis. Devemos dizer às crianças e aos adolescentes que eles são responsáveis pelos próprios actos de acordo com a sua idade. Uma criança de um ano não pode decidir a sua vida, mas pode arrumar os brinquedos.</p>
<p>Entrevista integral em<span style="color: #3366ff;"> <span style="color: #0000ff;">www.ionline.pt/conteudo/54730-daniel-sampaio-ninguem-se-suicida-so-ser-vitima-bullying</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O primeiro Tema: Autoridade &#124; Disciplina</title>
		<link>https://www.tangerinaeducacao.pt/blog/2010/05/o-primeiro-tema-autoridade-disciplina/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 23:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autoridade e Disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[Temas em Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[autoridade]]></category>
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		<category><![CDATA[educar]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis um primeiro tema em discussão! Ele anda à volta da "autoridade e da disciplina".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;"><strong>Eis um primeiro tema em discussão!</strong></span></p>
<p>Ele anda à volta da &#8220;autoridade e da disciplina&#8221;. Melhor dizendo (e pela positiva!): do que é educar em liberdade e democracia! Foi suscitado por um mail que recebemos e reenviámos aos Pais dos nossos alunos (Ver abaixo Post de 11 de Março &#8211; A ESCOLA DE 1969 &#8211; A ESCOLA DE 2009). Na sequência dele, recebemos de duas Mães, os artigos que colocamos a seguir. Fica, assim, a discussão aberta.</p>
<p>Apenas um esclarecimento: em todos eles<span style="color: #800000;"> &#8220;onde se lê: <strong>pais</strong>, poder-se-á ler:<strong> educadores</strong>&#8220;.</span> Ou seja, colocámo-nos, também nós Professores, do mesmo lado. Somos todos pais/educadores. O problema é, então, como dizíamos, o de pensarmos em conjunto o que é educar em liberdade e democracia &#8211; não das vantagens, porque essas são inquestionáveis, mas dos modos de o fazer, dos limites, dos cuidados a ter.</p>
<h4><span style="color: #993300;">Aguardamos os vossos contributos! Pela nossa parte, tentaremos ir mantendo viva, esta, e outras discussões!</span></h4>
<p><span style="color: #808080;"><br />
</span></p>
<h2><span style="color: #800000;">A ESCOLA DE 1969 &#8211; A ESCOLA DE 2009</span></h2>
<p><span style="color: #800000;"><a href="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/http://www.tangerinaeducacao.pt/wp-content/uploads/2014/05/vida-sustentavel-02.jpg" rel="attachment wp-att-201"><img class="alignleft wp-image-543 size-full" title="vida-sustentavel-02" src="http://www.tangerinaeducacao.pt/blog/http://www.tangerinaeducacao.pt/wp-content/uploads/2014/05/vida-sustentavel-02.jpg" alt="" width="400" height="200" /></a>Essa pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável.</span></p>
<p><strong>&#8220;Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos&#8230; Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?&#8221;</strong></p>
<p>Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive&#8230;</p>
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