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	<title>Comentários em: A Geração “Chicco”</title>
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	<description>Jardim-de-Infância - 1º Ciclo - Act. extra curriculares</description>
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		<title>Por: Teresa Garcia</title>
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		<dc:creator>Teresa Garcia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 23:44:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mãos rodeando a barriga ondeante, dentro da qual ele se refugiava dos bramidos do mundo. Já nessa altura morava a ansiedade de um futuro ainda por escrever.  E assim, eles foram esculpindo aquele universo que eles criam de movimentos protegidos. 
Numa sociedade que vomita informação por todos os poros, eles, apesar de sedentos do conhecimento, temiam frequentemente o saber, receavam as vozes circundantes que ecoavam e lhes sussurravam medos que nem eles próprios tinham imaginado. A sua criação, essa, ia apreciando o mundo naquela pequena redoma que eles lhe tinham construído desde cedo, porque não queriam, de todo, (até os nauseava) que ela se perdesse na vida real e que fizesse com que os medos, somente murmurados, se metamorfoseassem em concretizações monstruosas há muito temidas.
Mas a verdade é que eles sabiam bem que aquele trilho sem rugosidades poder-lhe-ia ser nocivo, mais tarde. Eles sabiam que seria interessante para a sua criação conhecer a dificuldade, saudar o gosto amargo de alguma desilusão, esperar sofregamente por algo que poderia ser apenas um “possível talvez”. Eles tinham percorrido esse caminho e, mesmo assim, por vezes era-lhes custoso e árduo suportar as adversidades da vida. Eles pertenciam à geração do início das grandes criações tecnológicas, à geração dos que colavam os cromos com cola e desconheciam o invento tão pouco estimulante do autocolante!! Agora a cola que transborda do tubo deixa resquícios de sujidade e de incómodo por tornar um acto quotidiano e rápido de higiene num acto mais moroso.
Apesar de tentarem libertá-lo no seu próprio trilho de vida, apesar de o deixarem conhecer o outro (o que possui de bom e de mau), conservam o estado de vigilância constante e de interesse pelos feitos que ele realiza. Pretendiam contar-lhe as histórias do mundo (cada uma a seu tempo), enriquecerem-no com um pouco de tudo e depois deixá-lo seguir o seu caminho, pois consideram que o melhor é aprenderem a saber deixá-lo ser.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mãos rodeando a barriga ondeante, dentro da qual ele se refugiava dos bramidos do mundo. Já nessa altura morava a ansiedade de um futuro ainda por escrever.  E assim, eles foram esculpindo aquele universo que eles criam de movimentos protegidos.<br />
Numa sociedade que vomita informação por todos os poros, eles, apesar de sedentos do conhecimento, temiam frequentemente o saber, receavam as vozes circundantes que ecoavam e lhes sussurravam medos que nem eles próprios tinham imaginado. A sua criação, essa, ia apreciando o mundo naquela pequena redoma que eles lhe tinham construído desde cedo, porque não queriam, de todo, (até os nauseava) que ela se perdesse na vida real e que fizesse com que os medos, somente murmurados, se metamorfoseassem em concretizações monstruosas há muito temidas.<br />
Mas a verdade é que eles sabiam bem que aquele trilho sem rugosidades poder-lhe-ia ser nocivo, mais tarde. Eles sabiam que seria interessante para a sua criação conhecer a dificuldade, saudar o gosto amargo de alguma desilusão, esperar sofregamente por algo que poderia ser apenas um “possível talvez”. Eles tinham percorrido esse caminho e, mesmo assim, por vezes era-lhes custoso e árduo suportar as adversidades da vida. Eles pertenciam à geração do início das grandes criações tecnológicas, à geração dos que colavam os cromos com cola e desconheciam o invento tão pouco estimulante do autocolante!! Agora a cola que transborda do tubo deixa resquícios de sujidade e de incómodo por tornar um acto quotidiano e rápido de higiene num acto mais moroso.<br />
Apesar de tentarem libertá-lo no seu próprio trilho de vida, apesar de o deixarem conhecer o outro (o que possui de bom e de mau), conservam o estado de vigilância constante e de interesse pelos feitos que ele realiza. Pretendiam contar-lhe as histórias do mundo (cada uma a seu tempo), enriquecerem-no com um pouco de tudo e depois deixá-lo seguir o seu caminho, pois consideram que o melhor é aprenderem a saber deixá-lo ser.</p>
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